Declínio Cognitivo e Doença de Alzheimer
Uma Investigação sobre a Diferenciação entre Processos Fisiológicos e Patológicos por Meio de uma Revisão Integrativa
DOI:
https://doi.org/10.31692/2764-3433.v6i1.313Palavras-chave:
Neurodegeneração, Envelhecimento cerebral, Plasticidade neural, Biomarcadores neurológicos, Saúde do idosoResumo
Introdução: O envelhecimento populacional, fenômeno crescente no Brasil e no mundo, representa um dos principais desafios da saúde pública contemporânea, especialmente em relação ao declínio cognitivo. A diferenciação entre o declínio fisiológico, característico do envelhecimento, e o patológico, como o observado na Doença de Alzheimer (DA), é essencial para a prática clínica, pois orienta estratégias diagnósticas, terapêuticas e de cuidado. Objetivo: Investigar, por meio de uma revisão integrativa, as diferenças entre o declínio cognitivo fisiológico e o patológico, com foco na DA, considerando suas implicações clínicas, neurofisiológicas e psicossociais. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada entre março e abril de 2025, nas bases PubMed, SciELO e BVS-LILACS. Utilizaram-se descritores controlados em português e inglês, combinados pelos operadores booleanos AND e OR: Doença de Alzheimer, Declínio Cognitivo, Envelhecimento, Comorbidades e Sexo. Foram incluídos artigos publicados entre 2010 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol, totalizando 39 estudos que atenderam aos critérios de elegibilidade. Resultados e Discussão: Os estudos demonstram que o declínio cognitivo fisiológico envolve alterações discretas em funções como memória episódica, atenção e velocidade de processamento, sem prejuízo funcional significativo. Em contrapartida, a DA caracteriza-se por um curso neurodegenerativo progressivo e irreversível, marcado por déficits em memória operacional, linguagem e funções executivas. Fatores como idade avançada, baixa escolaridade, comorbidades e histórico familiar aumentam o risco de evolução para quadros patológicos. A sobrecarga dos cuidadores e a desigualdade no acesso a serviços especializados emergem como questões psicossociais críticas. Conclusão: A distinção entre declínio cognitivo fisiológico e patológico é fundamental para o diagnóstico precoce, a elaboração de estratégias preventivas e o fortalecimento das políticas públicas de atenção ao idoso. Recomenda-se o desenvolvimento de pesquisas futuras que explorem marcadores clínicos, neurofisiológicos e psicossociais capazes de aprimorar a acurácia diagnóstica e promover um envelhecimento digno e humanizado.
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