Declínio Cognitivo e Doença de Alzheimer

Uma Investigação sobre a Diferenciação entre Processos Fisiológicos e Patológicos por Meio de uma Revisão Integrativa

Autori

  • Marcela da Cruz Antunes Universidade Federal de Pernambuco
  • Maria Clara Machado Alonso de Araújo Universidade Federal de Pernambuco
  • Caio Victor Barros Gonçalves da Silva Universidade Federal de Pernambuco https://orcid.org/0009-0009-3723-6694
  • Isvânia Maria Sefarim da Silva Lopes Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.31692/2764-3433.v6i1.313

Parole chiave:

Neurodegeneração, Envelhecimento cerebral, Plasticidade neural, Biomarcadores neurológicos, Saúde do idoso

Abstract

Introdução: O envelhecimento populacional, fenômeno crescente no Brasil e no mundo, representa um dos principais desafios da saúde pública contemporânea, especialmente em relação ao declínio cognitivo. A diferenciação entre o declínio fisiológico, característico do envelhecimento, e o patológico, como o observado na Doença de Alzheimer (DA), é essencial para a prática clínica, pois orienta estratégias diagnósticas, terapêuticas e de cuidado. Objetivo: Investigar, por meio de uma revisão integrativa, as diferenças entre o declínio cognitivo fisiológico e o patológico, com foco na DA, considerando suas implicações clínicas, neurofisiológicas e psicossociais. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada entre março e abril de 2025, nas bases PubMed, SciELO e BVS-LILACS. Utilizaram-se descritores controlados em português e inglês, combinados pelos operadores booleanos AND e OR: Doença de Alzheimer, Declínio Cognitivo, Envelhecimento, Comorbidades e Sexo. Foram incluídos artigos publicados entre 2010 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol, totalizando 39 estudos que atenderam aos critérios de elegibilidade. Resultados e Discussão: Os estudos demonstram que o declínio cognitivo fisiológico envolve alterações discretas em funções como memória episódica, atenção e velocidade de processamento, sem prejuízo funcional significativo. Em contrapartida, a DA caracteriza-se por um curso neurodegenerativo progressivo e irreversível, marcado por déficits em memória operacional, linguagem e funções executivas. Fatores como idade avançada, baixa escolaridade, comorbidades e histórico familiar aumentam o risco de evolução para quadros patológicos. A sobrecarga dos cuidadores e a desigualdade no acesso a serviços especializados emergem como questões psicossociais críticas. Conclusão: A distinção entre declínio cognitivo fisiológico e patológico é fundamental para o diagnóstico precoce, a elaboração de estratégias preventivas e o fortalecimento das políticas públicas de atenção ao idoso. Recomenda-se o desenvolvimento de pesquisas futuras que explorem marcadores clínicos, neurofisiológicos e psicossociais capazes de aprimorar a acurácia diagnóstica e promover um envelhecimento digno e humanizado.

 

 

Pubblicato

2026-08-31

Come citare

Declínio Cognitivo e Doença de Alzheimer: Uma Investigação sobre a Diferenciação entre Processos Fisiológicos e Patológicos por Meio de uma Revisão Integrativa. (2026). International Journal of Health Sciences, 6(1), 6-20. https://doi.org/10.31692/2764-3433.v6i1.313

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