Farmacologia do Sono em Idosos
Efeitos do Uso de Indutores do Sono
DOI:
https://doi.org/10.31692/2764-3433.v6i1.312Palavras-chave:
Distúrbio, Sono, Indutores, IdososResumo
Introdução: A insônia constitui um dos distúrbios do sono mais prevalentes em idosos, afetando a qualidade de vida, o equilíbrio neurocognitivo e a funcionalidade diária. O envelhecimento acarreta alterações fisiológicas significativas na arquitetura do sono e na secreção de melatonina, predispondo essa população ao uso contínuo de indutores do sono. Objetivo: Esta revisão sistemática, conduzida conforme as diretrizes PRISMA, objetivou identificar e analisar criticamente os riscos e benefícios do uso de hipnóticos em idosos, com ênfase em aspectos farmacológicos, terapêuticos e de segurança. Metodologia: A busca foi realizada nas bases PubMed, LILACS, SciELO e ScienceDirect, abrangendo publicações entre 2020 e 2025, com descritores combinados (“sleep aids”, “hypnotics AND sedatives”, “aged”, “insomnia”, “risks”, “benefits”). Dos 925 estudos inicialmente identificados, 21 atenderam aos critérios de elegibilidade e foram incluídos na análise final. Resultados e Discussão: Os resultados revelaram elevada prevalência de uso prolongado de benzodiazepínicos e z-drugs, especialmente entre mulheres, pacientes com multimorbidades e usuários de polifarmácia. O uso crônico foi associado a maior risco de quedas, dependência, prejuízo cognitivo e mortalidade. Estudos comparativos indicaram que antagonistas dos receptores de orexina (lemborexant, suvorexant) apresentam melhor perfil de segurança e preservam a arquitetura fisiológica do sono. A terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) mostrou-se eficaz na redução da dependência farmacológica e na melhora sustentada da qualidade do sono. Conclusão: Conclui-se que o manejo da insônia em idosos requer abordagem integrada e individualizada, com monitoramento interdisciplinar e uso racional de hipnóticos. Estratégias de desprescrição, associadas a intervenções não farmacológicas, devem ser priorizadas para reduzir eventos adversos e promover envelhecimento saudável. A adoção de políticas públicas voltadas à prescrição segura e à educação farmacoterapêutica é fundamental para mitigar os impactos clínicos e sociais do uso prolongado de indutores do sono.
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