Interfaces entre Meditação e Neurociência
Uma Revisão Integrativa das Evidências Neurobiológicas e Cognitivas
DOI:
https://doi.org/10.31692/2764-3433.v6i1.317Palavras-chave:
Atenção plena, Promoção da saúde, Saúde mental, Saúde holística, Terapias mente-corpoResumo
Introdução: A meditação, prática milenar de origem oriental, consolidou-se nas últimas décadas como um recurso terapêutico acessível e de baixo custo, com benefícios documentados nos âmbitos cognitivo, emocional e físico. No Brasil, foi reconhecida como Prática Integrativa e Complementar em Saúde (PICS) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a partir da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), instituída pelo Ministério da Saúde. Objetivo: identificar e analisar os efeitos da prática da meditação sob a perspectiva da Neurociência, destacando suas implicações morfofuncionais (como o aumento da densidade de massa cinzenta no córtex pré-frontal), cognitivas e psicofisiológicas (como a modulação da reatividade da amígdala). Metodologia: trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada em março de 2025, com buscas conduzidas nas bases Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Portal de Periódicos CAPES e Bielefeld Academic Search Engine (BASE). Foram utilizados os descritores “Meditação” e “Neurociência”, cruzados pelo operador booleano AND. Incluíram-se artigos completos, publicados entre 2020 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, sete estudos compuseram a amostra final. Resultados e discussão: a meditação mostrou-se capaz de promover alterações morfofuncionais (aumento da espessura cortical) no sistema nervoso, correlacionadas ao aumento do autocontrole, regulação emocional e redução de pensamentos repetitivos. Evidenciou-se sua eficácia no manejo de transtornos como ansiedade, depressão, estresse e dor crônica, além de favorecer o autoconhecimento e o bem-estar geral. Também foram observadas modificações em estruturas cerebrais associadas à atenção, introspecção e autorregulação, como o córtex pré-frontal, cíngulo e ínsula. Conclusão: a meditação constitui uma ferramenta estratégica para a promoção da saúde pública, especialmente em contextos de alta demanda psicológica. Recomenda-se sua inclusão na formação de profissionais da saúde e em políticas institucionais de promoção da saúde mental.
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