Saúde Mental de Estudantes Universitários
Uma Revisão Integrativa sobre a Perspectiva Biopsicossocial, Ocupacional e Acadêmica
DOI:
https://doi.org/10.31692/2764-3433.v6i1.311Palavras-chave:
Apoio psicossocial, Desempenho acadêmico, Universidades, Esgotamento psicológico, Saúde do estudanteResumo
Introdução: A ampliação do acesso ao ensino superior no Brasil nas últimas décadas representa um avanço social relevante, mas também expõe novos desafios relacionados à saúde mental dos universitários. O ingresso na universidade constitui um período de transição marcado por mudanças no estilo de vida, pela assunção de responsabilidades e pela pressão por desempenho, fatores que impactam o equilíbrio emocional e o bem-estar psicológico. Objetivo: identificar os fatores ocupacionais e biopsicossociais que influenciam a saúde mental e o bem-estar de estudantes universitários, com base nas evidências mais recentes sobre o tema. Metodologia: trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida em março de 2025, com buscas realizadas nas bases BVS (LILACS Plus) e PubMed. Utilizaram-se os descritores “Mental Health”, “Students” e “Universities”, cruzados pelo operador booleano AND. Após a aplicação dos critérios de inclusão — artigos disponíveis na íntegra, publicados entre 2020 e 2025, em português, inglês ou espanhol — e exclusão de duplicados e revisões de literatura, foram selecionados 11 estudos para análise. Resultados e discussão: os achados indicam que a saúde mental dos universitários é afetada por fatores individuais (gênero, histórico familiar, orientação sexual), acadêmicos (sobrecarga de atividades, exigências curriculares, desempenho) e sociais (renda, moradia, apoio institucional, capital social). Observou-se relação bidirecional entre desempenho acadêmico e bem-estar psicológico: estudantes com melhor rendimento tendem a apresentar maior estabilidade emocional, e vice-versa. Identificaram-se ainda prevalências elevadas de ansiedade, estresse, depressão e comportamento suicida, sobretudo em cursos da área da saúde. Conclusão: conclui-se que os fatores biopsicossociais e ocupacionais influenciam diretamente o equilíbrio mental dos universitários, exigindo ações institucionais voltadas à promoção da saúde emocional, prevenção do adoecimento e fortalecimento das políticas de assistência estudantil. Persistem lacunas sobre carga horária, tempo de deslocamento e diferenças entre instituições, o que reforça a necessidade de pesquisas mais abrangentes.
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