Musicoterapia no Transtorno do Espectro Autista na Infância

Uma Análise da Produção Científica sobre o Desenvolvimento das Habilidades Sociais

Autores

  • Enelic Fernanda dos Santos Barbosa Universidade Federal de Pernambuco
  • Gabriela Nascimento Oliveira Moreira Universidade Federal de Pernambuco
  • Paloma Paula Ferreira Soté Universidade Federal de Pernambuco
  • Beatriz Cardoso Campos de Assunção Universidade Federal de Pernambuco
  • Isvânia Maria Serafim da Silva Lopes Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.31692/2764-3433.v6i1.318

Palavras-chave:

Musicoterapia, Transtorno do Espectro Autista, Habilidades sociais

Resumo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades persistentes na comunicação, na interação social e pela presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento. O diagnóstico geralmente ocorre na infância, e políticas públicas têm reforçado a importância da detecção precoce e do início das intervenções, visto que ações realizadas nos primeiros anos de vida tendem a gerar melhores resultados no desenvolvimento. Nesse cenário, a musicoterapia surge como uma abordagem terapêutica promissora, pois utiliza elementos musicais como ritmo, melodia e harmonia para estimular a socialização e a comunicação de indivíduos com TEA. A música, por seu caráter estruturado, previsível e motivador, favorece o engajamento, a expressão emocional e a construção de vínculos, o que é especialmente relevante para aqueles que apresentam dificuldades na comunicação verbal. Este estudo, realizado a partir de uma revisão integrativa de literatura, buscou analisar os impactos da musicoterapia no desenvolvimento das habilidades sociais em crianças com TEA. Após a busca em bases científicas e a aplicação de critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 15 artigos publicados nos últimos cinco anos, os quais evidenciaram avanços consistentes em aspectos como contato visual, atenção conjunta, iniciativa de interação, reciprocidade em atividades coletivas e maior tolerância em ambientes sociais. Os achados também indicam que a utilização de músicas familiares, recursos lúdicos e até mesmo tecnologias associadas à música potencializam os resultados, promovendo não apenas a interação social, mas também ganhos motores, reconhecimento emocional e autorregulação afetiva. Conclui-se que a musicoterapia representa uma intervenção eficaz e sensível às particularidades de indivíduos com TEA, favorecendo o desenvolvimento de competências sociais, a comunicação funcional e a inclusão, sendo, portanto, uma estratégia relevante a ser expandida em práticas clínicas e educacionais.

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Publicado

31-08-2026

Como Citar

Musicoterapia no Transtorno do Espectro Autista na Infância: Uma Análise da Produção Científica sobre o Desenvolvimento das Habilidades Sociais. (2026). International Journal of Health Sciences, 6(1), 104-119. https://doi.org/10.31692/2764-3433.v6i1.318

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